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Arquivos por Categoria: ] IT'S A SPACE BETWEEN [

10 posts

10/10

] IT’S A SPACE BETWEEN [ é um exercício de 10 posts com o objectivo de definir o espaço próprio onde residem os exemplos apresentados. Este critério de escolha foi feito com base nos diferentes temas abordados pelas várias disciplinas do Mestrado de Design de Comunicação e Novos Media, assim como nas ideias ou sentimentos ambíguos provocados pelos trabalhos seleccionados.

aquaduct-012

“Each object had to transcend the outcome of the equation of its form and function by displaying meaning - to an individual, to a community, to the world at large - and last but not least, ingenious beauty.”

Paola Antonelli

Aquaduct by IDEO

Apesar das ideias de Victor Papanek sobre o Design como componente social fazerem sentido, não deixo de achar estranho o facto deste Designer não ligar de todo à estética dos seus trabalhos. Da mesma forma que acho estranho, quando o objectivo actual de muitos criativos é de reafirmar a importância do Design no Mundo actual, este ser muitas vezes utilizado unicamente como uma atraente armadilha para consumistas. A resposta mais adequada para cada trabalho deve ser encontrada algures entre estes dois extremos, num espaço de equilíbrio e compromisso.

09/10

] IT’S A SPACE BETWEEN [ é um exercício de 10 posts com o objectivo de definir o espaço próprio onde residem os exemplos apresentados. Este critério de escolha foi feito com base nos diferentes temas abordados pelas várias disciplinas do Mestrado de Design de Comunicação e Novos Media, assim como nas ideias ou sentimentos ambíguos provocados pelos trabalhos seleccionados.

eXistenZ - David Cronenberg, 1999

“Nós queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.”

Fillipo Marinetti – Manifesto Futurista 1909

A separação de 90 anos entre o filme eXistenZ e o Manifesto Futurista mostra a intemporalidade perante o fascínio do Homem pela Máquina. O anacronismo prospectivo do sonho futurista de Marinetti está presente neste filme de Cronenberg e é levado ao extremo por haver efectivamente uma união física entre Homem e Máquina.

08/10

] IT’S A SPACE BETWEEN [ é um exercício de 10 posts com o objectivo de definir o espaço próprio onde residem os exemplos apresentados. Este critério de escolha foi feito com base nos diferentes temas abordados pelas várias disciplinas do Mestrado de Design de Comunicação e Novos Media, assim como nas ideias ou sentimentos ambíguos provocados pelos trabalhos seleccionados.

Hell is around the corner, Maxinequaye – Tricky & Martina Topley-Bird

O video Hell is around the corner foi a minha primeira viagem a um espaço onde o grafismo e o som estão em sintonia total e desempenham papeis da mesma importância. Apesar do tema de Inferno, ambiente soturno, do preto e do encarnado, o resultado final é, aos meus olhos, perfeito.

07/10

] IT’S A SPACE BETWEEN [ é um exercício de 10 posts com o objectivo de definir o espaço próprio onde residem os exemplos apresentados. Este critério de escolha foi feito com base nos diferentes temas abordados pelas várias disciplinas do Mestrado de Design de Comunicação e Novos Media, assim como nas ideias ou sentimentos ambíguos provocados pelos trabalhos seleccionados.

HOW OPEN MINDED ARE YOU?

“Design can at most be art, because contemporary art has become design.”

Dasein is Design Or: Must Design save the World? by Henk Oosterling

Onde acaba o Design e começa a Arte? Pode uma peça de Arte ter funcionalidade e uma de Design não? A citação de Henk Oosterling fala num espaço de intercepção onde as duas áreas se tornam numa, e é a opinião com a qual mais me identifico acerca desta eterna discussão .No entanto penso que os limites da falada zona não se encontram nos trabalhos de Arte e/ou Design, mas são definidos pela subjectividade de cada indivíduo e proporcionais à sua abertura de espírito.

06/10

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“The machine is always social before it is technical. There is always a social machine which selects or assigns the technical elements used.”
Gilles Deleuze

Paul Otlet - Internet was invented in 1934

O aparente anacronismo da Internet ter sido inventada em 1934 é no entanto uma verdade. Porque a mudança começa não com a inovação tecnológica mas com a ideia da mudança, e este é o momento de transição entre as duas épocas.

05/10

] IT’S A SPACE BETWEEN [ é um exercício de 10 posts com o objectivo de definir o espaço próprio onde residem os exemplos apresentados. Este critério de escolha foi feito com base na matéria inicial das diferentes disciplinas do Mestrado de Design de Comunicação e Novos Media, assim como em diferentes trabalhos que provocam ideias ou sentimentos ambíguos.

vollmann_hypertextopia“A hypertextual map is more closely related to geographic maps than to search histories. It shows the path of the user through the surrounding territory, but always from the point-of-view of the user. It is as though the map were perpetually shifting as the traveller moved from one quadrant to the next.  Some of that territory is charted – it is well mapped out in terms that the user understands, and connected to familiar territory or nodes – and some is uncharted, either because it consists of unlinked nodes that exist in the database much as an undiscovered island might exist in the sea, disconnected from the lines of transfer and communication linking other land areas, or as an unidentified planet in space, with the potential for discovery and even exploration, but as yet just a glimmer in the sky – or because it is linked in ways that are meaningless to the user in his present context. The user can zoom in on zones of interest, jump to new territories using previously established links or by establishing new links of his own, retrace an earlier path, or create new islands or nodes and transportation routes or links to connect them to his previous path or the islands or nodes charted by others.”

Toward a Theory of Hypertextual Design by Kathleen Burnett

Depois de ler a descrição sobre a hipertextualidade de Kathleen Burnett, que a retrata como uma aventura de descoberta e exploração, passei a olhar de uma forma totalmente diferente para esta (super) utilização de texto: O hipertexto, para além do seu significado semântico, faz a ponte entre o pensamento e as suas derivações num novo território de aprendizagem.

04/10

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" It is straightforward to imagine how each of these practices would have analogies in the realm of visual art made on the computer. To the traditional formal elements of visual design (which Jacques Bertin calls ocular variables), the computer adds the additional elements of temporality (through interaction), and contingency (through conditional testing). And so, it becomes possible for abstract computational art-systems to address, as their subject matter, dynamism (the way things change over time), interactivity (the character of the feedback loop established with a user), and processuality (the character of algorithmic processes). Furthermore, with the aid of various hardware extensions such as sound processors, haptic actuators, and network interfaces, the computer allows artists to concern themselves with transmediality (the way the senses are addressed in simultaneity), and connectivity (the character of what is expressible when the computer is used as a communications medium). For the identification of these themes I am indebted to Gerfried Stocker.

Essay for Creative Code by John Maeda

Les Pissenlits by Michel Bret & Edmond Couchot

O trajecto complexo que se tem de percorrer para reproduzir, numa instalação interactiva e de uma forma artística, a experiência aparentemente simples de soprar um dente de leão.

03/10

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“Now that we don’t smoke anymore…” Tom Waits & Iggy Pop

Coffee and Cigarettes by Jim Jarmush

Neste diálogo inteligente e divertido, vemos a dificuldade que cada individuo tem em ser objectivo quando se trata de avaliar os seus vícios pessoais e reconhecer os seus limites. Penso que a questão principal desta conversa não é o tabaco em si, mas a de iniciativa que temos para acabar com alguns vícios que, talvez por serem aceites socialmente, evitamos confrontar ou tentamos convencermo-nos que estão sob o nosso controlo. Revejo aqui um tópico amplamente estudado pelo Design de Comunicação: o consumismo.  Porque é sem dúvida mais fácil aceitarmos passivamente o lado bom que o mal nos proporciona.

02/10

] IT’S A SPACE BETWEEN [ é um exercício de 10 posts com o objectivo de definir o espaço próprio onde residem os exemplos apresentados. Este critério de escolha foi feito com base nos diferentes temas abordados pelas várias disciplinas do Mestrado de Design de Comunicação e Novos Media, assim como nas ideias ou sentimentos ambíguos provocados pelos trabalhos seleccionados.

The Colouring Toy by Ray and Charles Eames, 1955 - (a kit that included a series of die cut shapes, butterfly clips and coloring crayons)

“Take your pleasures seriously.”

Quando foi falado em Laboratório na A communications Primer de 1953 de Ray and Charles Eames com o conceito It is black or white, e apesar de fazer todo o sentido para o assunto em questão, não deixou de me intrigar por se tratar de uma afirmação bastante rígida e inflexível, duas características difíceis de ligar a qualquer pensamento criativo. Mas durante a minha pesquisa, encontrei The Colouring Box também realizado e fazendo parte de uma série de brinquedos em papel desenvolvida pelos Eames, dirigida a um público de todas as idades e mostrando uma faceta totalmente oposta à A communication Primer. Não pude deixar de ficar surpreendida com a versatilidade, alegria e imaginação utilizadas neste projecto por Ray and Charles Eames. Apesar do It is black or white, ainda houve espaço para as restantes cores.

01/10

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Peter_saville

GAME OVER – Advertising for Fashion designer Yohji Yamamoto, 1991

Art directionPeter Saville

“Rarely has beauty been an end in itself,” wrote Paul Rand in Paul Rand: A Designer’s Art. And it is equally mistaken to treat ugliness as an end result in itself. Ugliness is valid, even refreshing, when it is key to an indigenous language representing alternative ideas and cultures. The problem with the cult of ugly graphic design emanating from the major design academies and their alumni is that it has so quickly become a style that appeals to anyone without the intelligence, discipline or good sense to make something more interesting out of it. While the proponents are following their various muses, their followers are misusing their signature designs and typography as style without substance. Ugliness as a tool, a weapon, even as a code is not a problem when it is a result of form following function. But ugliness as its own virtue – or as a knee-jerk reaction to the status quo – diminishes all design.
Cult of the Ugly by Steven Heller

O anúncio de imprensa feito em 1991 para o fashion designer Yohji Yamamoto foi comentado na Experimenta Design 09 pelo designer gráfico que o criou, Peter Saville. Saville defendeu que desenvolveu propositadamente um grafismo polémico, agressivo e descontextualizado graficamente do produto que publicita. A escolha de um lettering excessivamente conservador e comum também foi deliberada, completando assim o seu propósito: Peter Saville sentia-se desanimado e cansado com o rumo que o design de comunicação estava a tomar, e através deste trabalho teceu a sua crítica (insolitamente com o apoio do cliente. Explicou que na cultura japonesa, quando um cliente atribui determinado tarefa a uma pessoa por si escolhida, não se sente no direito de fazer qualquer alteração no resultado pois estaria a desonrar esta última).

Mas a verdade é que, não sei se pelo que representa ou talvez por tê-la olhado tanto, comecei a achá-la cada vez mais interessante. Daí tê-la incluído neste trabalho e num espaço próprio.

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