01/10
] IT’S A SPACE BETWEEN [ é um exercício de 10 posts com o objectivo de definir o espaço próprio onde residem os exemplos apresentados. Este critério de escolha foi feito com base nos diferentes temas abordados pelas várias disciplinas do Mestrado de Design de Comunicação e Novos Media, assim como nas ideias ou sentimentos ambíguos provocados pelos trabalhos seleccionados.

GAME OVER – Advertising for Fashion designer Yohji Yamamoto, 1991
Art direction – Peter Saville
“Rarely has beauty been an end in itself,” wrote Paul Rand in Paul Rand: A Designer’s Art. And it is equally mistaken to treat ugliness as an end result in itself. Ugliness is valid, even refreshing, when it is key to an indigenous language representing alternative ideas and cultures. The problem with the cult of ugly graphic design emanating from the major design academies and their alumni is that it has so quickly become a style that appeals to anyone without the intelligence, discipline or good sense to make something more interesting out of it. While the proponents are following their various muses, their followers are misusing their signature designs and typography as style without substance. Ugliness as a tool, a weapon, even as a code is not a problem when it is a result of form following function. But ugliness as its own virtue – or as a knee-jerk reaction to the status quo – diminishes all design.
Cult of the Ugly by Steven Heller
O anúncio de imprensa feito em 1991 para o fashion designer Yohji Yamamoto foi comentado na Experimenta Design 09 pelo designer gráfico que o criou, Peter Saville. Saville defendeu que desenvolveu propositadamente um grafismo polémico, agressivo e descontextualizado graficamente do produto que publicita. A escolha de um lettering excessivamente conservador e comum também foi deliberada, completando assim o seu propósito: Peter Saville sentia-se desanimado e cansado com o rumo que o design de comunicação estava a tomar, e através deste trabalho teceu a sua crítica (insolitamente com o apoio do cliente. Explicou que na cultura japonesa, quando um cliente atribui determinado tarefa a uma pessoa por si escolhida, não se sente no direito de fazer qualquer alteração no resultado pois estaria a desonrar esta última).
Mas a verdade é que, não sei se pelo que representa ou talvez por tê-la olhado tanto, comecei a achá-la cada vez mais interessante. Daí tê-la incluído neste trabalho e num espaço próprio.